sábado, 31 de julho de 2010

Infinito



“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. E quanto ao universo eu ainda tenho minhas dúvidas.”



 Albert Einstein


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Como falar com um viúvo


Uma obra fantástica em que o autor Jonatham Tropper descreve a dor e a revolta de perder a mulher amada. O viúvo no caso, era casado com uma mulher mais velha e acabou sendo o único vínculo entre o enteado, um adolescente rebelde, e a vida. Era como se cobrassem o que ele não tinha para dar e, na tentativa de se reerguer, acontecimentos engraçados e emocionantes acontecem.
Difícil achar que não é autobiográfico devido a riqueza dos detalhes travados pelo personagem na tentativa de sair do buraco negro da depressão. É envolvente, realista e triste, porém sensacional!
Não posso falar mais do livro, senão perde a graça, mas recomendo, desde que não se esteja passando por uma fase muito melancólica. Ah...não esqueça de separar o lenço. Você vai dar boas risadas, mas com certeza, vai sentir o coração apertar.



SINOPSE
Desde que sua esposa, Hailey, morreu há um ano, Doug Parker só pensa em se afogar em autopiedade e Jack Daniel's. Não tirou nada do lugar em que ela deixou: o sutiã continua pendurado na maçaneta da porta, o livro, sobre a mesinha de cabeceira. Nada mais tem graça e até os coelhos que insistem em aparecer no gramado de sua casa no subúrbio de classe média alta de New Radford o tiram do sério.
Mas Doug tem outras coisas com que se preocupar. Seu pai sofreu um AVC e não se lembra de quase nada. Sua mãe, uma ex-atriz de teatro, continua agindo como se ainda vivesse seus dias de fama. Sua irmã caçula e certinha, Debbie, conheceu o noivo durante o velório de Hailey, e Doug não consegue perdoá-la por isso. Seu enteado de 16 anos, que já foi um rapaz tranquilo, agora vive arrumando encrencas cada vez mais sérias.
E tudo se torna ainda mais confuso para Doug quando Claire, sua divertida e mandona irmã gêmea, grávida e prestes a se divorciar do marido, se muda para sua casa, disposta a arrancá-lo do estupor do luto e trazê-lo de volta à vida - e isso inclui começar a sair com outras mulheres.
Doug é jovem, charmoso e triste, ou seja, tem a química perfeita para protagonizar os mais inusitados encontros românticos. Em pouco tempo sua vida vira do avesso e lhe escapa totalmente ao controle, gerando uma hilária série de equívocos sexuais e episódios familiares tragicômicos.


Engraçado, melancólico, sensual e inteligente, Como falar com um viúvo é um romance sobre encontrar seu próprio caminho, mesmo quando não se tem ideia do lugar aonde se quer chegar.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Simples assim?


Se o seu corpo é completamente independente de outro para viver, porque o contato físico com a pessoa que amamos é tão imprescindível na vida de todos nós?

Quem nunca sentiu aquela dor no peito, falta de ar, boca seca com a ausência do ser amado? Aquele tremor quase incontrolável, aquele batimento que ensurdece qualquer respiração ofegante...Isso é paixão!

 

Andar nas nuvens, sonhar acordado, sorrir para as paredes... Ah, que sensação maravilhosa é o amor, cheio de mistérios, todos eles conhecidos e estudados por tantos anos sem respostas claras.

 

Se a paixão é uma reação exclusivamente psicológica, porque sentimos fisicamente sua presença? Existe algum tipo de reação química nesse tumultuado sentimento?

 

Esta semana, olhando a grade de programação da Sky, me deparei com o documentário: "A Química do Amor" , exibido no National Geographic Channel. A resposta para todas as minhas perguntas foi a de que EXISTE SIM uma reação química na paixão. Uma troca de substâncias à distância entre as pessoas que se apaixonam. 


Alguns pesquisadores afirmam que exalamos continuamente, pelos bilhões de poros da pele e até mesmo pelo hálito, produtos químicos voláteis chamados Feromônios.

Os defensores da Teoria dos Feromônios vão ainda mais longe: dizem que o "amor à primeira vista" é a maior prova da existência destas substâncias, pois produzem reações químicas que resultam em sensações prazerosas. À medida em que vamos nos tornando dependentes, a cada ausência mais prolongada, nos dizemos "apaixonados". A ansiedade da paixão, então, seria o sintoma mais pertinente da Síndrome de Abstinência de Feromônios.

 

Existe um limite de tempo para homens e mulheres sentirem os arroubos da paixão? Segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque, sim. Ela diz: "seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses". Ela descobriu que o sentimento possui um "tempo de vida" e que os homens, por incrível que pareça, se apaixonam mais facilmente do que as mulheres.

 

Achei o programa de uma clareza fantástica e, apesar de sentir um certo alívio nas minhas perguntas, nada me tira da cabeça que o amor é muito mais do que isso.

 

Não existe química em palavras bonitas, num gesto cavalheiro ou numa caixa de bombons. Não existe nada químico na troca de olhares, em se encontrar no fundo da alma do outro, na música que soa dentro da cabeça, na anestesia dos pés que andam por sobre as nuvens e nem na beleza do mistério que envolve dois corpos apaixonados.

 

Apesar de acreditar em toda a ciência, não posso aceitar que tomando uma pílula de Feromônio eu seja capaz de esquecer as dores do meu coração.

Ah...Seria muito triste se o amor fosse tão simples assim.

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