quinta-feira, 26 de abril de 2012

Quem é o vilão da sua história?


Não canso de mQuemée surpreender com a quantidade de matérias excelentes disponíveis  na internet para nós, escritores. Basta um pouco de paciência e bom senso para nos depararmos com pérolas de valor inestimável para a construção de nossa escrita.

Sempre que encontro algo muito bom, compartilho com vocês, pois sei o quanto isso é importante. Aldous Huxley, um escritor inglês, certa vez disse que o conhecimento não é aquilo que você sabe, mas o que você faz com aquilo que você sabe e quando vejo a gratidão de pessoas que dividem o que levaram anos para aprender, percebo o quanto ainda tenho que crescer...

Pois bem... Aqui vai mais um texto do escritor Alexandre Lobão que, tenho certeza, será de grande ajuda!


Vilões: Os verdadeiros heróis dos escritores.

" Não é exagero algum dizer que uma história é tão boa quanto seu vilão.


Exemplos não faltam, em qualquer mídia: o Batman seria interessante se apenas espancasse ladrões de carteira e assaltantes "comuns" de banco? Imaginem, então, o super poderoso Super-Homem sem um desafio à altura. Ou um Harry Potter sem um Voldemort, apenas sofrendo bullying dos coleguinhas bruxos na escola. Ou um louco Capitão Arab sem uma Moby Dick para caçar.  Ou um Robert Langdon sem uma sociedade secreta para o perseguir enquanto ele procura desvendar segredos que abalam as fundações de uma ou mais religiões.


Mas, afinal o que define um "bom" vilão?


Uma das principais regras para a criação de antagonistas é que o antagonista precisa ser derrotável. Inimigos imbatíveis, como por exemplo a idade, não dão boas histórias, exceto em raras e honráveis exceções. 


Um segundo ponto, mas tão importante quanto o primeiro, é que bons antagonistas são personificados, ou sejam, são homens ou de alguma forma humanizados, e não simplesmente situações, fenômenos da natureza ou grupos. Hollywood leva esta segunda "regra" à risca em seus filmes - por mais que a situação seja extrema, sempre consegue-se um antagonista humano. Por exemplo, em "Twister", os antagonistas não são os furacões, mas a equipe concorrente de caçadores de furação. Em "Titanic", o antagonista não é o afundamento do navio, mas o ricaço que luta pelo amor da senhorita Rose. "Speed Racer" não é um filme de um corredor que quer vencer uma corrida, ou de um corredor contra o cartel que controla os resultados de corridas, mas sim o filme de um corredor contra um representante do cartel que controla as corridas.


A definição de um bom antagonista começa na definição da premissa da história, que é uma frase bem estruturada que define seu (futuro) livro em poucas palavras.  De maneira bem simples, na premissa você deve deixar claro "quem quer fazer o que, e quem o atrapalha, e porque"; ou seja: Quem (o protagonista) quer fazer o que (qual sua meta de vida, e como ela se reflete em seu objetivo dentro da história a ser contada), e quem o atrapalha (o antagonista) e porque (qual a meta de vida do antagonista, e como ela se reflete em seu objetivo dentro da história).

Outro ponto importante a destacar que o antagonista não necessariamente é mau, nem necessariamente é diferente do protagonista - daí a palavra "vilão" ser inapropriada em muitos casos. Tenha isso em mente quando for definir seu "vilão". 



De maneira ideal, ao definir os personagens antes do início da escrita, você deverá pensar quais características antagonista e protagonista têm em comum, e quais são opostas, e quais objetivos são comuns, e quais são opostos.  As duas possibilidades geram conflitos, que o que desejamos, enquanto características simplesmente diferentes (um é inteligente, o outro é alto...) não agregam valor ao conflito.  Por exemplo, Sherlock Holmes e Moriarty são ambos inteligentes, mas um é honesto e o outro não. Batman é frio e racional e o Coringa é divertido e tem uma mente caótica. Antagonista e protagonista podem ter objetivos diferentes, como nestes exemplos, ou entrarem em conflito justamente por desejarem atingir o mesmo objetivo - como conquistar a mulher amada ou ser o primeiro homem a chegar ao Pólo Norte.  



A mensagem importante aqui é: defina bem seu antagonista, pense em suas características principais, pense no que o torna único, quais são seus objetivos e em como cada um destes pontos irá gerar conflito quando ele competir com o protagonista.
Porque toda história é sobre um conflito, sobre "algo que aconteceu".  E apenas lutando contra obstáculos, contra antagonistas tão humanos quanto ele, é que nosso herói é capaz de provar seu valor."






quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tirinhas do Nupi - I


Adoro desenhar desde pequena.

Meu presente preferido era uma bela e gostosa caixa de lápis de cor. Além de escrever, amo fazer ilustrações e inspirada no meu cãozinho Snoppy, fiz, durante algum tempo, tirinhas que fizeram sucesso em meu antigo site. 

Resolvi reviver sua história e recomeçar a saga do cachorro mais fofo do planeta.

Com vocês as Tirinhas do Nupi.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Curso: Tudo sobre o mercado editorial

Resenha de "O Portal" no Blog "Momentos de Leitura"



"Um livro cheio de mistérios, supresas, reviravoltas, com clima de romance e descobertas reveladoras. Narrado em terceira pessoa, o livro nos apresenta personagens cheios de vida, cativantes e marcantes. Lizzie a garota de olhos verdes, cabelos longos e ruivos, apaixonada pela vida e muito curiosa. Robert seu pai, um homem atencioso e apaixonado pela ex- mulher. Flávia, a garota engraçada e sem noção, mas de um coração enorme e muito amiga. Leonardo o médico apaixonado, romantico e estourado as vezes. Marcello o sedutor, também Cíntia a mulher misteriosa e Rachel mãe de Lizzie.  
O livro é um emaranhado de fatos que a autora consegue interligar de uma maneira inesperada e fascinante, alternando entre personagens e momentos da vida de cada um, em cada capítulo. É impossível parar a leitura antes de termina-lo, tem história, conteúdo, é uma trama que te prende o tempo todo. Sem dúvida, é uma excelente leitura, que nos envolve involuntariamente."

Pollyanna




Para ler mais acesse: http://pollymomentos.blogspot.com.br/2012/04/resenha-o-portal.html
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